Projetos e Atividades


Menina bonita do laço de fita
Autora: Ana Maria Machado
Este livro, um dos mais premiados e traduzidos da obra de Ana Maria Machado,
conta a história de uma menina negra amiga de um coelhinho branco.
Coloca em cena diversos aspectos relacionados à questão étnica/racial possibilitando,
assim, um amplo debate sobre a superação do racismo e da busca por uma sociedade
mais justa, democrática e fraterna.


Atividade 1 – Viva a diferença
Objetivo Materiais necessários Tempo Ciclo
Favorecer, na vida
cotidiana, a mudança de
atitudes preconceituosas e
discriminatórias.
Estimular o respeito pelas
diferenças.
Caneta, papel pautado;
fita adesiva ou crepe,
quadro, giz, tiras com os
nomes de todas as pessoas
da classe dentro de uma
sacola ou caixa.
1h
3º ao 5º ano
do Ensino
Fundamental
Passo a passo
Solicite que os/as estudantes permaneçam sentados em suas respectivas cadeiras.
que lhes vem à cabeça quando escutam essa palavra.
Escreva no quadro a palavras DIFERENÇA e peça que digam qual é a primeira coisa
Escreva as contribuições no quadro em volta da palavra DIFERENÇA.
nenhuma pessoa totalmente igual à outra, nem entre gêmeos/as.
Abra para o debate, explicando que todos/as nós somos diferentes, que não existe
como, por exemplo, o fato de uma pessoa usar óculos, ter necessidades educativas
especiais (surdez, cegueira, deficiência automotora, etc.) ou viver com o HIV/aids.
Explique, também, que algumas diferenças são usadas para desvalorizar outras,
Reforce que nada justifica o desrespeito ou o preconceito entre os seres humanos.
as coisas boas que todo mundo tem.
Informe que, agora, os/as estudantes irão desenvolver uma atividade valorizando
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classe. Peça que leiam em silêncio e que não contem para ninguém quem foi o/a
sorteado.
Explique que, cada um/a, irá sortear uma tira com o nome de um/a colega da
o que ela ou ele possui de mais interessante ou bonito.
Caberá a cada um/a desenhar a pessoa sorteada e escrever, ao lado do desenho,
Quando terminarem, cole as obras na parede ou no mural.
qualidades do/a colega que desenhou ou sobre como se sentiu ao saber o que o/a
colega falou dele/a.
Peça que se levantem para observar as obras e que, quem quiser, fale sobre as
poderá presentear o/a colega com o desenho realizado.
Após os comentários realizados, recolha as obras do mural e diga que, quem quiser,
Ideias principais
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atitude discriminatória perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes
ou “estranhos”. As formas mais comuns de preconceito são: social, racial
e sexual.
Preconceito é um juízo pré-concebido, manifestado geralmente na forma de uma
Para uma melhor convivência é fundamental conseguirmos realmente enxergar
o outro em todo seu potencial humano e criativo. Quando isso ocorre,
propicia-se ao outro sentir-se pertencente e aceito pelo grupo.
Saber respeitar as diferenças é a primeira ação para nos tornarmos pessoas melhores.
seus pensamentos e sentimentos e empenha-se em se desenvolver, o que pode
A pessoa, quando se percebe pertencente ao grupo, sente-se capaz para expor
promover a convivência harmônica entre todos, bem como o respeito mútuo.
5. http://pt.wikipedia.org/wiki/preconceito
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Atividade 2 – Cabelos, cabelinhos e cabelões
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Objetivo Materiais necessários Tempo Ciclo
Ampliar a percepção
sobre o racismo no Brasil,
desconstruindo
estereótipos relacionados às
raças e etnias.
Lousa, bolas, cartolinas,
canetas, espelhos, aparelho
de som e CD de música.
1h
3º ao 5º ano
do Ensino
Fundamental
Passo a passo
bonita de laço de fita
Inicie dizendo que, antes de começar a atividade, você lerá para eles o livro Menina, de Ana Maria Machado, que trata do tema da diferença.
ouviu falar das terras da África e o que sabiam sobre lá; porque acham que o coelhinho
branco queria ser negro e o que a história tem a ver com a população que
vive no Brasil hoje.
Leia a história, interrompendo de vez em quando para perguntar se alguém já
anteriormente em um ponto da sala) e que observem seu próprio cabelo.
Uma vez lida e discutida a história, peça que se levantem, se olhem no espelho (colocado
adjetivo em relação ao próprio cabelo (grosso, fino, liso, crespo, duro, macio, etc.).
Solicite que, em silêncio, voltem para seus lugares e que, cada um/a, atribua um
na lousa, quantificando os que mais e os que menos apareceram.
Em seguida, peça que cada um/a fale qual foi o adjetivo em que pensou e os escreva
1.
Inicie o debate, utilizando-se das seguintes questões:Por que garotas e garotos se preocupam tanto com o cabelo?
2.
Quais os tipos de cabelo que, hoje em dia, a maior parte das pessoas quer ter?
3.
Quais os tipos de cabelo que geralmente são considerados feios ou ruins?
4. Por que razão acreditam que alguns tipos de cabelo são mais valorizados do
que outros? O que há por trás dessa preferência?
dos/as afro-brasileiros/as como “cabelo ruim” e que isso é um ato de racismo. Do
mesmo modo, a língua portuguesa está cheia de exemplos de desvalorização da
raça negra. Por exemplo, quando falamos que “a coisa está preta” ou “denegriram
a minha imagem”.
Encerre a atividade explicando que, muitas vezes, as pessoas se referem ao cabelo
6. Adaptado do manual
Educação em sexualidade dos 10 aos 14 anos. Ecos, 2008.
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Ideias principais
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descendentes de povos africanos e de índios brasileiros, de imigrantes europeus,
asiáticos e latino-americanos. É a mistura de todas essas raças e etnias que dá a
cara do povo brasileiro. Por conta disso, podemos que afirmar que o Brasil e um
O Brasil é um país com uma grande diversidade cultural e racial composta por
país dotado de uma ampla “pluralidade cultural”, ou seja, diferentes culturas foram
e são produzidas pelos grupos sociais que fazem parte da nossa história.
deste grande país organizaram sua vida social e política, nas suas relações com o
meio e com outros grupos, na produção de conhecimentos, etc. A diferença entre
culturas é fruto da singularidade desses processos em cada grupo social.
Essa pluralidade pode ser percebida nas diferentes formas com que os habitantes
socioeconômicas entre essas populações. Segundo dados do IBGE, a população
afrodescendente tem uma renda inferior à da população branca, de descendentes
de europeus e também da população asiática. Mesmo constando como crime na
Constituição Federal do Brasil de 1988, a sociedade brasileira continua, em seu
cotidiano, marcada por ações racistas e discriminatórias.
No entanto, apesar de toda essa diversidade, existe uma série de desigualdades
hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e inteligência
ou manifestações culturais que fazem com que existam populações “superiores”
a outras.
Racismo8 é a convicção de que existe uma relação entre as características físicas
nas crianças e adolescentes que sofrem preconceitos e discriminações. É preciso
valorizar e respeitar as diferentes raças e etnias, desenvolvendo propostas alternativas
e utilizando materiais didáticos e paradidáticos que contemplem a pluralidade
racial e étnica de nosso país.
Cabe à escola reconhecer e enfrentar a situação de exclusão e insucesso escolar
7. Adaptado de:
seb/arquivos/pdf/livro101.pdf acessado em 11/12/2008;
uma proposta de intervenção pedagógica na superação do racismo no cotidiano escolar
8. http://www.coladaweb.com/sociologia/racismo.htm
Parâmetros curriculares nacionais/Pluralidade cultural. http://portal.mec.gov.br/Almanaque pedagógico afrobrasileiro:. Atividades retirada do livro "PRECONCEITO E DISCRIMINAÇÃO NO CONTEXTO ESCOLAR" São Paulo,2009, Fundação para o desenvolvimento da Educação- FDE.

Máscaras da cultura africana.

Justificativa.

Um dos conteúdos estudos na área de ciências humanas e suas tecnologias, na matéria de História são a História e Cultura Afro-brasileiras e africanas, a partir da Lei 10639/03 que visa fazer um resgate histórico para que as pessoas negras afro-brasileiras conheçam um pouco mais o Brasil e melhor a sua própria história, isso se torno obrigatório.
No quarto Bimestre temos como um dos temos justamente a história da África, e assim foi solicitado aos alunos a pesquisa de máscaras utilizadas na cultura africana sua utilidade e que fossem reproduzidas a partir do conhecimento e uso de técnicas dos próprios alunos.
Os diversos povos africanos, através das suas manifestações artísticas, possibilitaram aos ocidentais uma nova concepção de arte e do belo. Por ser a arte africana muito ampla, a obra de arte a ser priorizada nesse trabalho serão as Máscaras Africanas.
Esse trabalho pretende, a priori, fazer uma abordagem sobre as características da arte Africana, e identificar de que forma essa a cultura e história do continente está apresentada nos livros de História e de que forma as máscaras são usadas nos rituais da Sociedade e qual a sua função. Também será realizada uma análise sobre o processo de releituras das máscaras africanas.

A África desempenhou um importante papel na História da Humanidade, uma vez que, neste continente foram encontrados os primeiros vestígios do ser humano na terra. Através desta constatação fica evidente que as produções artísticas dos diversos povos africanos, é uma das mais antigas do mundo. Há estudos que comprovam a existência de pinturas rupestres na Namíbia que datam vinte mil anos; e que no norte da Nigéria, no primeiro milênio a.C, já se produziam esculturas de terracota.


Objetivos:
Com este trabalho buscamos resgatar a importância do estudo da História e da Cultura Afro-brasileiras visando divulgar e produzir conhecimentos, bem como atitudes, posturas e valores que eduquem cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial, tornando-os capazes de interagir, objetivos comuns que garantam respeito aos direitos legais e valorização de identidade cultural brasileira e africana, como outras que direta ou indiretamente contribuíram (contribuem) para a formação da identidade cultural brasileira.

Duração quarto Bimestre.
Avaliação
Reprodução das máscaras.
Projeto realizado pelo professor PAULO (HISTÓRIA) E.E. DIADEMA
2010.


 

Atividades sugeridas